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Marcelo Passamai
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BRASIL, Sul, FLORIANOPOLIS, Casado, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Informática
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MARCELO PASSAMAI E O ZÉ MANÉ


Uma homenagem a um homem que sempre viveu para alegrar a criançada... Tive a sorte de vê-lo ao vivo quando criança... E o palhaço o que é? É ladrão de mulher!! Obrigado Carequinha!!

Morre, aos 90 anos, o palhaço Carequinha

George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, morreu, aos 90 anos, na madrugada desta quarta-feira, dia 5, em sua casa no Rio de Janeiro. Ele não resistiu aos problemas pulmonares que vinha enfrentando, desde outubro do ano passado.O palhaço, filho de trapezista e que ingressou na arte circense aos cinco anos de idade, sentiu falta de ar nesta madrugada. Uma ambulância foi chamada para socorrer Carequinha, mas assim que os paramédicos chegaram em sua residência, o palhaço já havia morrido.

Os problemas de saúde de Carequinha vinham se agravando desde que ele foi internado, em outubro de 2005, no Hospital de Clínicas do Centro Ortopédico Gonçalense (HCCOG), em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio, sentindo falta de ar. Na ocasião, os médicos diagnosticaram pneumonia e desidratação e optaram por levá-lo para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde ele permaneceu dias utilizando balão de oxigênio.

Depois de permanecer mais de 20 dias internado, Carequinha recebeu alta. Porém, em janeiro, o palhaço voltou a ser hospitalizado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG). Desta vez, ele precisou ser submetido a uma cirurgia para desobstruir o canal urinário, problema acarretado por um tombo que sofreu há anos.

George Savalla Gomes

A aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sentiu as primeiras dores do parto. Era uma noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro. Seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pediu que ela descesse do arame. Assim, num barraco de circo, nasceu George Savalla Gomes, o Carequinha.
Após o parto, seguindo a tradição circense, George recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.

O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, sua família trabalhava no Circo Peruano de seu avô, José Rosa Savalla, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “Hoje  você vai entrar (no picadeiro) carequinha”. Profético, determinou: “De agora em diante, você será o Carequinha”. 

Naquela ocasião, havia um palhaço que se chamava Careca e dois palhaços não podiam ter nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante, ele nunca mais deixou de ser o Carequinha. Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria. 

Trajetória 

Foram muitas viagens pelo Brasil, com o Circo Peruano, da família Savalla, depois o Circo Ocidental, comprado pelo padrasto. Carequinha se tornou o palhaço oficial do circo aos 12 anos. Em 1951, chega ao Rio de Janeiro o Circo Alemão Sarrazani. Queriam uns palhaços brasileiros. Carequinha e o companheiro Fred tornaram-se raros palhaços do Brasil contratados por um circo estrangeiro. Ficaram 4 meses e meio nesse espetáculo.

Depois, radicado na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Carequinha optou por apresentar-se fora do circo, onde as apresentações eram diárias. Carequinha gostava de fazer até cinco apresentações por semana. Limitou-se a fazer shows de aniversários, clubes e viagens para o interior do país.

Representou o Brasil quatro vezes no exterior e ganhou uma medalha de ouro na Itália como o Palhaço Moderno do Mundo. Também esteve em Portugal, na América do Norte, duas vezes, na Argentina e no Reino Unido.

Muito apreciado por Getúlio Vargas, recebeu do ex-presidente o convite para apresentar o seu circo para seus filhos no Palácio do Catete, e passou a ser considerado o Palhaço dos Presidentes.

Seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde de Getúlio Vargas, passando por JK, incluindo os generais do governo militar.

Durante suas viagens de trabalho, Carequinha encontrou tempo para namorar e casar em Poços de Caldas, Minas Gerais, em 1940.

“Lá, eu me casei e depois voltamos para São Gonçalo. Minha esposa, Elpídia, era professora e gostou do Carequinha. Eu bem que lhe contei como era a minha vida. Mesmo assim, ela decidiu  se casar comigo”, contou, certa vez, o palhaço.

Carequinha estudou até o 3º ano da faculdade de Direito. Desde criança, sua mãe o matriculava na escola de cada cidade por onde o circo passava.

O palhaço fez sucesso também na música. Gravou 27 discos e 184 compactos. Um dos maiores sucessos foi em 1962, com Carrilho. Gravaram O Bom Menino (O Bom Menino não Faz Pipi Na Cama/ O Bom Menino não Faz Mal-Criação/ O Bom Menino Vai Sempre a Escola) que vendeu 2,5 milhões de cópias. Ele foi o primeiro a gravar a música de roda Atirei o Pau no Gato, além de outras velhas cantigas  infantis.

Carequinha destacou-se também no cinema e na tevê. Recentemente, ele havia se emocionado com a história do ex-menino do tráfico que quer ser palhaço, mostrado no documentário Falcão, Meninos do Tráfico, exibido no Fantástico. Beto Carrero, inclusive, havia contactado Carequinha para dar aulas de circo para que o rapaz, hoje cumprindo pena, pudesse, no futuro, trabalhar em seu circo.



Escrito por M. Passamai às 09h52
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Da varanda, vejo São Paulo...

Mesmo tendo nascido no Rio de Janeiro, também uma das maiores cidades do mundo, existe algo de diferente para poder se acostumar com São Paulo. Apesar de me considerar um manezinho, pois desde 89 vivo em Florianópolis (SC), em São Paulo o que belisca a alma é ser carioca. Engraçado! Porque é uma sensação diferente, uma dificuldade inicial de se localizar. De entender onde é o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste. As direções são impressas na memória em quadras, porque além das ruas, dos prédios, não está o mar! O horizonte se perde no labirinto negro de asfaltos. Os barulhos, helicópteros, aviões, carros, pessoas, os barulhos, se confundem com o oxigênio, a chuva, tudo numa organização perfeita, tão paulistana, que só existe aqui. Um beijo, São Paulo! Estou aprendendo a entender a sua personalidade, mas perdoa-me, o mar faz falta!



Escrito por M. Passamai às 22h56
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