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| MARCELO PASSAMAI E O ZÉ MANÉ |
Abaixo, um texto da Prof. Lélia Pereira da Silva Nunes sobre mais um exemplo triste de falta de apoio financeiro para a Cultura...
Vôo da Pandorga...
Depois de três anos e meio divulgando e levando para além das fronteiras do arquipélago dos Açores chega ao fim o excelente Suplemento Atlântico de Artes e Letras – SAAL que circulava encartado na revista SABER AÇORES.
Todos estes anos, esteve à frente, como Coordenador do SAAL, o escritor ensaísta e crítico literário Vamberto Freitas cuja vultuosa obra, talento e competência é inconteste. Um nome reconhecido e respeitado por todos os que trabalham com a cultura açoriana e praticam uma Literatura Açoriana. Um Sistema Literário que sempre defendeu com muita propriedade, a partir de uma literatura parida no arquipélago e que faz parte de um macro-sistema.
(Aliás, na realidade, ao todo são oito anos e meio dedicados ao Suplementarismo cultural, cinco dos quais capitaneando o SAC, no Correio dos Açores.)
Nas páginas do SAAL fez desfilar, mês a mês, nomes que são cânones da Literatura Açoriana e Portuguesa, sem esquecer os luso-descendentes nas terras de emigração, entre os quais, nós – os brasileiros.
Em seus editoriais, foi frontal, comprometido com uma escrita livre, sem amarras, dando visibilidade à criação, congregando interesses e imperativos e aproximando geografias de nossos afetos, de forma persistente e contundente. Refletiu sobre política cultural local e de algures. Sobre o hoje, sobre o amanhã, mas sempre divulgando, sendo voz, dialogando e se fazendo presente em todas as ações culturais como agente difusor e defensor da cultura açoriana em todos os cantos e recantos.
Esta era a cara do SAAL – mostrar um vasto mundo de vivências do real ao imaginário, respeitando eletivas afinidades ou diferenças e dar espaço a tantas vozes abrindo um permanente diálogo. Uma linha direta com a sociedade.
Sim, o Saal foi esta linha direta, foi o elo entre todos os seus colaboradores, escritores, poetas, artistas, professores, divulgando uma produção literária e artística que saía da América, do Canadá, do Cabo Verde, das Canárias, do Brasil, e em particular do Sul Brasil, como Luis Antônio de Assis Brasil, Valesca Assis Brasil, Lucia Helena Ribeiro Marques, Sérgio da Costa Ramos, Semy Braga,Vera Sabino e Juarez Machado, entre tantos outros nomes de igual relevância.
Agora, fecha-se o SAAL. Lamenta-se, mas não se pode calar a voz, muito menos a pena.
Ela está bem forte, firme e solta.
Cortou-se “a linha da pandorga”, mas ela continua livre, flanando por outros espaços, sem capitular.

Lélia Pereira da Silva Nunes
P.S. Ao Suplemento Atlântico de Artes e Letras – SAAL e ao seu coordenador Vamberto Freitas muito obrigada por ter permitido que eu fosse uma das muitas vozes que flanou livre em suas páginas.
Valeu!
Escrito por M. Passamai às 15h46
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Dica:
Culltura de graça
Imagine um lugar onde você possa ler gratuitamente todas as obras do Machado de Assis, obras como a "A Divina Comédia" , ou ter acesso a historinhas infantis?
Que este lugar lhe mostre as grandes pinturas de Leonardo da Vinci, ou você possa escutar gratuitamente uma música em MP3 de alta qualidade?
Pois o Ministério da Educação está disponibilizando tudo isso.
Basta acessar o site.
www.dominiopublico.gov.br
Por favor, repasse este e-mail a todos os seus amigos,
para que esta excelente iniciativa continue a crescer.
Ajuda muito a quem precisa fazer pesquisa .
Só de Literatura em língua portuguesa tem 732 obras
Escrito por M. Passamai às 11h39
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