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Marcelo Passamai
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BRASIL, Sul, FLORIANOPOLIS, Casado, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Informática
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MARCELO PASSAMAI E O ZÉ MANÉ


O texto abaixo fala principalmente da nossa falta de educação, de como o país está indo passo a passo para um futuro que não é o do BEM:

AUTOGIRO
“Frorianópolis”
Em um país sem educação (inclusive no trânsito), até os golpes estão mais toscos
por LUÍS PEREZ

DivulgaçãoNa mesma hora em que vi a notícia, lembrei das dezenas de spams que recebo todos os dias na minha caixa postal – a maioria com erros grotescos de grafia, acentuação, entre outros, oferecendo a Lua por uma bagatela. É que a polícia apreendeu, na semana passada, um Toyota Corolla com placas de “Frorianópolis”, erro de grafia que estava inclusive reproduzido no documento do veículo. Não quero aqui fazer apologia a esse ou aquele tipo de crime (afinal ladrão é ladrão), mas na hora me lembrei de Ronald Biggs, o famoso assaltante do trem pagador inglês, que após o crime veio se refugiar no Brasil.

Tenho a impressão de que o crime até meados do século passado era mais, por assim dizer, romântico. Meu pai teve alguns carros furtados. Era voltar ao local de estacionamento e dar pela falta do veículo. É uma sensação horrível. Mas nem se compara ao trauma de um seqüestro relâmpago, a ficar horas na mira de uma arma de fogo. A prática do crime ficou mais tosca. O furto espertalhão foi substituído pela violência. Meu avô tinha em seus carros uma “trava de gasolina”, que consistia em pisar num botão que ficava no pé do motorista e o carro parava em uns três quilômetros. O ladrão acharia que o automóvel havia quebrado e iria embora. Imagina esse dispositivo hoje!

Reprodução

O estelionato ganhou um sofisticado verniz técnico – somos roubados por vírus que invadem nossos micros e esvaziam nossas contas bancárias –, mas, se repararmos bem, por programas de computador que vêm acompanhados de mensagens absolutamente toscas. Mas o que esperar de um país em que o presidente da República de vangloria de não ter estudado? Ou que compara o prazer que a leitura pode proporcionar ao hábito de andar sobre uma esteira de ginástica? Hoje o que impera é “subir na vida” a qualquer preço, nem que para isso destruam-se pessoas ou famílias. Eis outra característica que se nota bem na atitude de certos motoristas. Outro dia quase fui atropelado por um desses, que avançou o sinal vermelho pelo simples fato de ele estar de carro – e eu a pé.

Nos anos 50 e 60, diploma de curso superior não era garantia de emprego e vida próspera e estável? Entre o fim dos anos 80 e os anos 90, houve uma multiplicação de “faculdades” (que alguns insistem em chamar de “facu”, mostrando bem como tudo isso foi banalizado). “Não é de diploma que você precisa?”, parecem ter perguntado à sociedade alguns empresários com senso de oportunidade. Vejo médicos, advogados e engenheiros (para citar as três profissões mais glamourizadas há 20 anos) escrevendo mal e porcamente. Pelo simples fato de terem optado pela profissão que mais “daria grana”, alguns estão certamente fazendo outras coisas da vida. Outros vivem de dar golpes. Seja oferecendo um carro zero-quilômetro para quem digitar conta e senha em um endereço fornecido por um e-mail duvidoso, seja clonando carros roubados – e instalando neles placas de “Frorianópolis”.



Escrito por M. Passamai às 17h09
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Algumas curiosidades abaixo em homenagem ao grande BUSSUNDA, que faleceu no último sábado (17/06):

O Apelido

O apelido pelo qual Bussunda viria a ser conhecido no Brasil, teria vindo da aglutinação dos nomes Besserman e Sujismundo, quando Bussunda, ainda adolescente, numa colônia de férias, foi apelidado de "O Besserman Sujismundo" pelos seus colegas; daí "Bessermundo", e mais tarde, "Bussunda". O próprio Bussunda, apresentava uma versão diferente para a origem do seu apelido, dizia que era a mistura "das duas coisas que eu mais gosto."

A Primeira Morte

Numa curiosidade mórbida, os próprios membros do Casseta & Planeta já brincaram com a morte do humorista, em 2003, numa piada noticiada na própria página oficial do grupo, três anos antes dele falecer.

A reportagem trazia, além do "anúncio", uma entrevista post mortem com o humorista, realizada através da "brincadeira do copo", no qual o grupo irreverentemente brincava com o assunto, tabu para alguns, com Bussunda declarando que o paraíso "é maneiro. Se vocês soubessem como é, iam morrer de inveja". Bussunda não se incomodou em posar para uma foto dentro de um caixão - imagem que pode ser conferida aqui.

A piada sobre a morte de Bussunda foi uma resposta do grupo ao boato espalhado pelo popular site humorístico, o Cocadaboa, que havia divulgado a morte do humorista no "Bolão Pé da Cova", seção do site na qual os participantes podem apostar em quais celebridades acham que não sobreviverá ao próximo ano.

Como mensagem final, Bussunda declarava na entrevista, sempre irreverente que "Agora que eu morri vocês não precisam mais perder tempo assistindo ao programa, comprando livros e acessando o site... Vá todo mundo se f...!!!".

O mesmo Cocadaboa, dias depois, voltaria ao assunto, "denunciando" uma conspiração da Globo para "ocultar a morte" do humorista, enquanto o grupo se refazia e tentava se preparar para continuar o programa.



Escrito por M. Passamai às 15h38
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Para quem gosta de Charuto, um prazer que acompanha uma bebida e a poesia:

Os sete charutos nacionais do tipo robusto escolhidos como subistitutos diretos dos "dos puros cubanos":

Le Cigar
Feito com uma mistura de fumos tipo Mata Fina, o robusto da Le Cigar pode ser encontrado em capa clara, mais leve, ou escura, mais forte.

Da Matta
Surgida há cerca de três anos na Zona da Mata baiana, a marca tem como símbolo o macaco característico da região. Seu robusto tem sabor moderado.

Dona Flor
Fabricado pelos imigrantes cubanos fundadores da Menendez & Amerino, o Dona Flor é um dos mais vendidos no Brasil. Seu nome é homenagem ao livro de Jorge Amado. Forte.

Dannemann
É a mais antiga fábrica de charutos brasileira, fundada ainda no século 19. Um dos maiores produtores de fumo do país, também possui fábricas na Alemanha e Suíça. O que tem o sabor mais forte entre os eleitos.

Angelina
Criado em outubro de 2002, ficou rapidamente conhecido pela ótima qualidade e por suas capas escuras. Produz o aguardente Angelina, feito para acompanhar seus charutos. Um robusto com sabor de moderado para forte.

Aquarius
O mais suave do ranking. Perfeito para quem está começando. Também é produzido pela Menendez & Amerino.

Alonso Menendez
Charuto criado por Félix Menendez, fundador da Menendez & Amerino, em homenagem ao pai que, em Cuba, fabricava as lendárias marcas Montecristo e H. Uppmann. Seu sabor fica entre leve e moderado.



Escrito por M. Passamai às 14h55
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AS PRÁTICAS ANTIGAS DA POLITICAGEM CONTINUAM!!! VEJAM A MATÉRIA ABAIXO!!! O GOVERNO DO PT DÁ O PODER DA COMUICAÇÃO PARA DEPOIS COBRAR NA ELEIÇÃO!!!

18/06/2006 - 09h54

Governo Lula distribui TVs e rádios educativas a políticos

ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

O governo Lula reproduziu uma prática dos que o antecederam e distribuiu pelo menos sete concessões de TV e 27 rádios educativas a fundações ligadas a políticos. Também foi generoso com igrejas: destinou pelo menos uma emissora de TV e dez rádios educativas a fundações ligadas a organizações religiosas. Esse fenômeno confirma a afirmação de funcionários graduados do Ministério das Comunicações de que, no Brasil, a radiodifusão "ou é altar ou é palanque".

Entre políticos contemplados estão os senadores Magno Malta (PL-ES) e Leonel Pavan (PSDB-SC). A lista inclui ainda os deputados federais João Caldas (PL-AL), Wladimir Costa (PMDB-PA) e Silas Câmara (PTB-AM), além de deputados estaduais, ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos.

Em três anos e meio de governo, Lula aprovou 110 emissoras educativas, sendo 29 televisões e 81 rádios. Levando em conta somente as concessões a políticos, significa que ao menos uma em cada três rádios foi parar, diretamente ou indiretamente, nas mãos deles. Fernando Henrique Cardoso autorizou 239 rádios FM e 118 TVs educativas em oito anos. No final de seu segundo mandato, a Folha, em levantamento semelhante, comprovou que pelo menos 13 fundações ligadas a deputados federais receberam TVs, desmentindo a promessa que ele havia feito de que colocaria um ponto final no uso político das concessões de radiodifusão.

FHC acabou com a distribuição gratuita de concessões para rádios e TVs comerciais -passaram a ser vendidas em licitações públicas-, mas as educativas continuam sendo distribuídas gratuitamente a escolhidos pelo Executivo. Antes de FHC, os políticos recebiam emissoras comerciais. No governo do general João Baptista Figueiredo (1978 a 1985), foram distribuídas 634 concessões, entre rádios e televisões, mas não se sabe quantas foram para políticos. No governo Sarney (1985-90), houve recorde de 958 concessões de rádio e TV distribuídas. Muitos políticos construíram patrimônios de radiodifusão naquele período em nome de "laranjas".

Fachadas

A Folha pesquisou em cartórios e promotorias de Justiça a origem de cerca de metade das fundações atendidas no governo Lula. O número de emissoras dadas a políticos pode ser maior porque parte das fundações existe apenas no papel.

A Fundação Dona Dadá, presidida pela mulher de Magno Malta, por exemplo, tem como endereço o escritório do senador, em Vila Velha. A rádio foi aprovada pelo ministro Hélio Costa em abril.

A Fundação Rodesindo Pavan, que recebeu uma rádio em Balneário Camboriú (SC), em 2004, é presidida pela mulher do senador Leonel Pavan, segundo a documentação existente no Senado.

Malta e Pavan não comentaram o assunto. A identificação dos políticos é difícil porque eles não aparecem diretamente como responsáveis pelas fundações, mas se fazem representar por parentes, assessores e cabos eleitorais.

O deputado federal João Caldas (PL-AL) é um desses casos. Ele criou a Fundação Quilombo, em Alagoas, e recebeu licença para uma rádio FM educativa em Maceió, em dezembro do ano passado. No governo FHC, a fundação recebeu uma TV educativa em Maceió e cinco emissoras de rádio no interior do Estado.

Oficialmente, as rádios não pertencem a João Caldas, mas à Fundação Quilombo. No site do ministério, consta o nome de uma ex-assessora dele, Maria Betania Botelho Alves, como presidente. Caldas diz que não tem rádios e que a ex-assessora já deixou a entidade. No entanto, empresários alagoanos afirmam que ele é dono da rede de rádios educativas Farol Sat.

Funcionários da Farol Sat, em Maceió, também o apontam como proprietário. Caldas admite que é um dos instituidores da fundação. Ele disse à Folha que o envolvimento de políticos com a radiodifusão acontece em todo o país. "Não acredito que isso mude. As pessoas mais influentes são as que têm meios de comunicação, como ACM na Bahia, Orestes Quércia em São Paulo e a família Sarney no Maranhão. Comunicação dá voto."

Ministros

Os três ministros que chefiaram a pasta das Comunicações no governo Lula -Miro Teixeira (PDT), Eunício de Oliveira (PMDB) e Hélio Costa (PMDB)- aprovaram quantidades parecidas de rádios. Foram 23 autorizadas por Teixeira, 25 por Costa e 31 por Oliveira.

Os três sustentam que não sabiam do elo das fundações com políticos, mas, curiosamente, todos reclamam da pressão constante dos parlamentares reivindicando novas outorgas.

As concessões de TV são dadas por decreto do presidente, enquanto as de rádio são aprovadas pelo ministro, por portaria. As concessões de TV são por 15 anos, renováveis, e as de rádio, por 10 anos, também renováveis.

Colaboraram PAULO PEIXOTO , da Agência Folha em Belo Horizonte, KAMILA FERNANDES , da Agência Folha em Fortaleza, e LILIAN CHRISTOFOLETTI , da Reportagem Local



Escrito por M. Passamai às 15h35
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